As barreiras à inovação nas PMEs portuguesas

A nossa experiência em consultoria indica-nos que muitas PMEs portuguesas, apresentam um potencial de inovação desperdiçado, especialmente devido às barreiras existentes.

Existe um longo caminho por percorrer, no que respeita à habilidade de desenvolver um processo de gestão de inovação realmente eficaz.

Mas afinal, quais são então as barreiras internas mais comuns nas empresas portuguesas?

# Barreira 1: falta de uma estratégia clara de inovação

A inovação é vista e gerida, frequentemente, como uma atividade complementar ao negócio, e não como uma prioridade estratégica. É comum encontrarmos empresas nas quais a inovação se resume a um conjunto de atividades avulsas e sem objetivos, metas, indicadores ou planos definidos.

Nesse sentido, para ter uma ideia do posicionamento de Portugal na Europa, em 2021, as empresas portuguesas estavam entre as que menos apostavam na inovação dentro da União Europeia, com menos de 40% de representatividade.

Para isso, no futuro, deverá existir um maior foco na estratégia, pois é a condição basilar de qualquer empresa, negócio ou marca. Ela deve existir em todos os níveis e áreas funcionais da empresa. Assim, é natural e fulcral que também deva ser desenhada uma estratégia de inovação, devidamente alinhada com os objetivos do negócio.

Figura 1: Etapas de um planeamento estratégico de inovação

# Barreira 2: inexistência de cultura de inovação

No tecido empresarial português, na maioria dos casos, predomina uma cultura de gestão caracterizada pela existência de formalismos, normas, regras e burocracias. Neste tipo de cultura, é comum prevalecerem assuntos relacionados com governance ou com a lógica de funcionamento da empresa (orçamentos, compras, processos…). Uma cultura de gestão clássica, impede a captação e a retenção de talento criativo (novas gerações) e acaba por levar a inovação para a margem do negócio.

Por outro lado, um outro impacto de uma cultura de gestão clássica, é a falta de domínio sobre as forças resistentes à mudança dentro da empresa. Colaboradores avessos à inovação acabam não só por bloquear os processos de inovação, como também “contaminam” os pares e colegas. Por isso, a capacidade transformacional da empresa dependerá da forma e da intensidade como irá procurar envolver, motivar e mobilizar as pessoas para a inovação.

# Barreira 3: inexistência de processos estruturados

Algumas empresas vêm as suas inovações falhar no mercado, devido à falta de velocidade e consistência com que foram lançadas. Não raras vezes, deve-se `à ineficiência ou à inexistência de processos estruturados de gestão da inovação.

Para fazer acontecer uma inovação e lançá-la eficazmente no mercado, é essencial que pessoas, competências, estruturas e processos estejam fortemente alinhados e definidos, dentro da sua própria organização. Metaforicamente falando, é como preparar ao detalhe uma orquestra, para começar um musical em palco.

Em suma, é crítico que Estratégia, Liderança, Cultura, Talento e Processos sejam futuramente percebidos e geridos como potenciadores internos da inovação. Só desta forma é que será possível projetar a sua empresa e o negócio para uma rota de crescimento sustentável.

E então, verificou alguma destas barreiras na realidade da sua empresa?

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Estamos deste lado para o/a ajudar a desenvolver um planeamento estratégico que ajude a sua empresa a inovar com sucesso!

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